Visualização de Dados: ciência, arte, ou ambos?

A forma como as informações são apresentadas pode determinar o sucesso ou fracasso do uso de ferramentas como BI.

Vivemos em um mundo acelerado e visual. Capturar a atenção das pessoas é um desafio até mesmo quando se trata de uma atividade de trabalho, como analisar dados em um dashboard de business intelligence (BI).

Portanto, a forma como as informações são apresentadas pode determinar o sucesso ou fracasso do uso da ferramenta.

Existem duas tendências distintas quando se trata de transmitir informações em forma visual: data art e data visualization.

 

Data Art

 

Como o nome sugere, está relacionada a uma visualização mais elaborada dos dados, ou seja, um design refinado que tem como principal objetivo proporcionar uma experiência estética, mesmo que isso possa prejudicar a leitura dos dados.

 

Exemplo:

Detalhe da distribuição de obras de arte da coleção da Tate segundo a data de nascimento dos artistas, visualizado por Florian Krautli.

Como exemplo, podemos citar uma apresentação corporativa importante cujo apelo visual, com imagens e gráficos chamativos, precisa engajar os espectadores, criando um ecossistema positivo para a empresa.

No data art, a palavra-chave é criatividade. Não basta mostrar informações de forma organizada, elas devem ser usadas como um instrumento de persuasão.

 

Data Visualization

 

A outra tendência, data visualization, valoriza a clareza na organização dos dados, com o principal objetivo de facilitar a leitura das informações.

A abordagem de design não parte da premissa da experiência visual, mas sim do objetivo de transmitir as informações da forma mais natural e rápida possível, sem que o objeto de visualização (gráfico, tabela, etc.) precise necessariamente ser bonito ou visualmente atraente.

 

Na maioria dos projetos de painéis de dados personalizados que entregamos aqui na Cluster, adotamos a abordagem de Data Visualization, como no exemplo abaixo, onde o painel de análise mobile foi projetado principalmente para apresentar os dados da forma mais simples e fácil possível para o usuário final.

 

Data Visualization no Mercado de Análise de Dados

 

Com as demandas cada vez maiores das empresas, não há tempo para o profissional responsável pela análise se deter em gráficos extensos e mais elaborados, mesmo que sua estética seja mais agradável aos olhos.

Dizemos isso porque o data art tem se tornado mais popular, especialmente devido à maior valorização das equipes criativas nas empresas, além do maior espaço da tendência no mercado de arte.

No Brasil, a tentativa de introduzir objetos de data art na rotina de leitura de dashboards de BI é recente e requer cuidado.

O encantamento que objetos de análise mais complexos e atraentes podem causar em um primeiro momento se torna um desafio para a interpretação das informações, caso os usuários não tenham habilidade suficiente para lidar com esse tipo de objeto.

Ainda estamos em uma fase de amadurecimento, na qual as empresas estão descobrindo como o data art se encaixa na rotina dos analistas de informação, e aprendendo que a questão estética muitas vezes pode ser superada pela praticidade de ter fácil acesso e interpretação dos dados.

De qualquer forma, o mercado já oferece os dois tipos de experiência para as empresas, e cabe a quem está implementando BI decidir entre as duas abordagens, com base no perfil dos usuários e em suas expectativas.

Por fim, nossa sugestão é conhecer e testar as novidades do mercado, bem como as tendências globais sobre o assunto, mas sem abrir mão das melhores práticas já consolidadas.

A evolução sempre vem respeitando o aprendizado adquirido, sem fechar os olhos para o futuro.

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