Vale a pena investir em design para o meu dashboard do Qlik Sense?

Não é novidade que a análise de dados se tornou algo valioso e estratégico para qualquer negócio. A ideia de que “Dados são o novo petróleo”, defendida em um artigo publicado pela The Economist em 2017, já é jargão comum.

As empresas estão cada vez mais investindo tempo e recursos para capacitar suas equipes a tomar decisões verdadeiramente orientadas por dados. Ferramentas como o Qlik Sense apoiam essa missão, fornecendo uma plataforma que facilita estruturar, acessar e analisar essa informação preciosa. Assim, tornou-se possível criar dashboards que funcionam como a interface visual entre os dados “brutos” e o usuário final (principalmente analistas, gerentes e executivos), que por sua vez vão consumir essa informação.

Por mais que a tecnologia tenha automatizado muitos processos e nos permitido processar uma quantidade de informação antes impensável, os seres humanos precisam compreender e interpretar esses dados para que tenham significado e valor. Portanto, para que um stakeholder-chave compreenda esses dados, é necessário um processo de comunicação claro, com recursos visuais que tornem a informação digerível.

Chegamos aqui a um ponto crucial (e muitas vezes negligenciado) ao tentar implementar com sucesso uma cultura de negócio orientada por dados. Não basta fornecer dados confiáveis; também é necessário ser estratégico na forma como apresentamos esses dados. Frequentemente, esforço e recursos valiosos serão desperdiçados se quem precisa usar um dashboard de análise não conseguir obter dele as informações relevantes que precisa para suas atividades diárias e para tomar decisões importantes.

A imagem acima mostra um exemplo claro em que um dashboard oferece uma série de dados sobre RH e Vendas. Esse exemplo mostra um modelo genérico tipicamente usado em diferentes organizações no mundo real, então vamos usá-lo para ilustrar nossa ideia.

Observe atentamente a imagem e tente se imaginar na posição de ter que extrair insights daquele dashboard: se você fosse responsável por acompanhar esses indicadores, como se sentiria se essa fosse sua interface de análise? Você acharia rápido e fácil identificar pontos que precisam da sua atenção? Você conseguiria contextualizar e se aprofundar nas informações necessárias para resolver um problema específico?

Se você ficou confuso e cansado só de olhar por alguns segundos, imagine ter que trabalhar com um dashboard parecido diariamente! Fica claro que o painel sofre de problemas básicos de design. Para resolver esse impasse, os mesmos dados podem e devem ser apresentados visualmente com um processo de design mais claro desde o início, que demande menos esforço cognitivo do usuário e permita uma leitura objetiva.

Adotar uma abordagem “design-first” ao encomendar um dashboard é tão importante quanto ter uma boa ferramenta de analytics em si. E quanto mais cedo você investir em uma abordagem design-first, melhor será para o seu resultado final. Além de aumentar a retenção e o tempo de atenção dos usuários, você estará aumentando o uso efetivo dos dados por parte dos stakeholders que utilizam o dashboard para avaliação de métricas e tomada de decisões importantes.

Além disso, ao começar com uma mentalidade de “design thinking”, você vai encurtar e otimizar as próximas etapas ao longo do ciclo de vida do projeto, reduzindo esforços e custos. Corrigir bugs após o desenvolvimento, por exemplo, pode ser até 4 vezes mais caro do que fazer isso na etapa de design. Modificações e testes são mais rápidos e menos custosos durante a fase de design. Além disso, um dashboard difícil de usar pode exigir treinamento da equipe interna e resultar em baixo engajamento dos usuários.

O exemplo a seguir apresenta um dashboard desenvolvido pela Cluster para o Banco BMG. A abordagem aqui não foi diferente do que temos proposto aos nossos clientes em todos os nossos trabalhos ao longo dos anos: um dashboard nascido de uma metodologia “design-first”, em que o design é mantido como o coração de todo o projeto. O Banco BMG queria usar esse dashboard principalmente em dispositivos móveis, e o conteúdo era bastante pesado, então trabalhamos primeiro para entender qual problema o dashboard precisava resolver; isso envolveu estruturas de arquitetura da informação e um design que equilibrasse a personalidade da marca com a entrega clara de informação na tela. Assim, foi possível chegar ao seguinte resultado funcional e atraente:

Se você ainda não tem certeza se vale a pena investir em design de dashboards, aqui estão três boas razões extras para você pensar sobre por que o esforço vale a pena:

1. Uma abordagem design-first ajuda a definir os requisitos do projeto, garantindo que sejam claros, consistentes e compartilhados por todos os stakeholders;

2. Ela reduz o esforço na fase de extração e modelagem de dados. Uma vez que você define e aprova o que precisa ser exibido no dashboard durante a fase inicial de design, os responsáveis por disponibilizar os dados poderão focar apenas no que mais importa: extração e modelagem de dados, sem ruído extra;

3. Sua organização vai se beneficiar de uma interface de análise de dados mais fácil de usar e entender, com informações que realmente importam e agregam valor a quem interage com seu dashboard. Nossa equipe de design tem a expertise para recomendar a melhor forma de exibir um determinado conjunto de dados, seja em forma de gráfico de linha, KPI ou tabela, por exemplo.

Agora… você está pronto para dar o primeiro passo rumo à incorporação do “design thinking” nos seus painéis de Qlik Sense? Entre em contato. Vamos conversar. A produtividade da sua equipe vai comprovar isso.

Texto de Silvia Cardoso Pereira

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