A maioria dos exemplos de mapas associados a dados usa formas com contornos coloridos e preenchimento para delinear fronteiras políticas ou geográficas. Esse tipo de mapa é chamado de “mapa coroplético” e certamente tem o efeito visual mais significativo para os usuários.
Curiosamente, se você usa mapas coropléticos (ou pretende usá-los porque acha que são bonitos), provavelmente está fazendo errado.
Quando não usar um mapa coroplético (ou de polígonos)
Primeiro, é essencial notar que existem duas abordagens preferidas para exibir informações quantitativas em um mapa: variações na intensidade da cor ou no tamanho, ou intensidade e tamanho.
O mapa de polígonos preenchidos abaixo demonstra o resultado da eleição americana de 2012. Em azul, os estados onde Obama venceu, e em vermelho, Romney.

O resultado da eleição todos nós sabemos: o candidato eleito foi Obama (colorido em azul).
Mas essa não é uma conclusão que pode ser tirada do mapa, porque há mais áreas vermelhas do que áreas azuis; isso nos leva a acreditar que foi Romney quem venceu.
Na realidade, a grande confusão é que, ao trabalhar com polígonos coloridos, é a área da forma preenchida que chama nossa atenção.
Estados como Montana (470.000 votos) e Wyoming (250.000 votos) ocupam geograficamente uma grande área do mapa, mas representam muito pouco quando comparados a estados muito menores em área, como Nova York (7 milhões de votos) e Maryland (2,5 milhões de votos).
Nossos olhos percebem áreas maiores como maiores do que áreas menores, mesmo que sejam exatamente da mesma cor.
Como usar melhor o mapa de polígonos
Para corrigir a distorção criada pelo exemplo acima, uma possível melhoria seria trabalhar com gradientes: quanto maior o número de votos, mais forte o tom da cor (azul ou vermelho, dependendo de quem venceu naquele estado).
Ainda assim, a área de cada estado faz com que nossos olhos fiquem confusos.
A melhor alternativa seria trabalhar com círculos no mapa, variando cor e tamanho, para que o desempenho real fique claro (nesse exemplo, significa um reflexo do número de votos e de quem venceu) em cada ponto do mapa.

O Qlik Sense oferece algumas dicas de como construir um mapa limpo e fácil de ler. São elas:
Não use a “visualização de satélite” estilo Google Maps: ela traz detalhes demais e pode atrapalhar a compreensão do mapa; personalize as cores do mapa e remova todos os rótulos e informações em excesso; ao desenhar círculos (os dados), evite estilos de gradiente interno: use sempre cores sólidas, preferencialmente com transparência, permitindo ver pontos sobrepostos no mapa.
Quando devemos usar um mapa de polígonos?
Como dissemos, na maioria dos casos, o mapa com círculos funcionará melhor. Mas há casos em que mapas de polígonos são mais adequados:
Quando a área e a posição geográfica são críticas para a compreensão da visualização, como em um mapa agrícola que mostra áreas plantadas, colhidas, produtividade nessas áreas, etc.

